Snujs/Sagat
Famoso instrumento amplamente utilizado pelas profissionais de Dança do Ventre por sua delicadeza. Sem dúvida trata-se de um dos primeiros instrumentos de percussão da humanidade. É formado por um conjuto de 4 címbalos fixados no polegar e dedo médio de ambas as mãos. Curiosamente, pode se observar nos antigos monumentos egipcios, figuras de mulheres tocando tal instrumento. Alguns pesquisadores atribuem tal instrumento a Deusa egipcia Bast, com corpo de mulher e rosto de gato. Sheherazat, pioneira da Dança do Ventre no Brasil, eternizou tal instrumento, através da brilhante forma com que os tocava em suas apresentações.
Tabl
Podemos comparar o Tabl como um espécie de "Zabumba Árabe". Costuma-se utilizar esse instrumento em grande festivais de dança. Tradicionalmente, é muito comum ver uma Bailarina executando a Dança da Bengala e sendo acompanhada por um percussionista tocando um Tabl.
Outros Instrumentos
Com o advento da modernização dos grupos árabes, outros instrumentos foram introduzidos no rol da percussão árabe. Podemos citar os bongos, utilizados em ritmos latinos, os atabaques e origem africana, a bateria e muitos outros instrumentos ocidentais.
Um pouquinho mais sobre mim...
"Pare de se julgar. Em vez disso, comece a se aceitar com todas as suas imperfeições, suas fragilidades, seus erros e seus fracassos. Não queira ser perfeito. Transforme seus defeitos em qualidades, e saiba ressaltar e valorizar o que você tem de bom. Mostre ao mundo!" Palavras da minha professora e amiga Gilmara Mainoth.
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Dohollah e Daff
Dohollah
Grande Tabla Árabe de som bastante grave e vibrante. Tem fundamental importância na percussão árabe pois uma de suas características é marcar o DUM ( Batida grave na percussão). São confeccionadas em argila queimada, com pele de peixe ou cabrito.
Daff
Tradicional instrumento de percussão utilizado amplamente utilizado pelos beduínos. Apresenta uma estrutura bastante simples com corpo de madeira revestido em pele de cabrito. É um "pandeiro" que não apresenta címbalos e pode ser confeccionados em vários tamanhos variando assim sua sonoridade de grave à agudo. É tocado da mesma forma que o Riqq e Mazhar. Daff é o nome egipcio desse instrumento
Grande Tabla Árabe de som bastante grave e vibrante. Tem fundamental importância na percussão árabe pois uma de suas características é marcar o DUM ( Batida grave na percussão). São confeccionadas em argila queimada, com pele de peixe ou cabrito.
Daff
Tradicional instrumento de percussão utilizado amplamente utilizado pelos beduínos. Apresenta uma estrutura bastante simples com corpo de madeira revestido em pele de cabrito. É um "pandeiro" que não apresenta címbalos e pode ser confeccionados em vários tamanhos variando assim sua sonoridade de grave à agudo. É tocado da mesma forma que o Riqq e Mazhar. Daff é o nome egipcio desse instrumento
Mazhar
Grande "pandeiro" semelhante ao Riqq porém em dimensões bem maiores. Apresenta um som grave e muito forte. Assim como o Riqq, pode ser confeccionado em madeira com pele de cabrito ou em alumínio em pele de nylon. Costuma-se utilizar o couro de animal mesmo nos instrumentos com corpo de aluminio. Apresenta um conjuto de 4 címbalos duplos. Caracteristicamente, possui uma abertura para o encaixe das mãos e geralmente, costuma-se utiliza-lo em grandes festivais.
Riqq
Instrumento de grande importância na percussão árabe pois tem como finalidade dar potência aos ritmos executados. Muitos confundem o Riqq com o Daff, porém é de se ressaltar que este instrumento também recebe esta segunda denominação no Líbano e Síria. Riqq é sua denominação egipcia. É produzido em corpo de madeira revestida em madrepérola e em pele de peixe ou de cabrito. É confeccionado também no estilo modernizado apresentando corpo em alumínio e pele de nylon. Possui 5 címbalos duplos de alta sonoridade. Apresenta 3 formas de batidas: a) Usando todos os címbalos e membrana, b) Usando parte dos címbalos e membrana ou c) Usando somente o som da membrana de couro. Na visão de Vitor Abud Hiar, a modernização do Riqq gerou uma certa artificialidade na sua sonoridade. Devemos nos lembrar que a percussão árabe é movida a sentimentos e raízes e somente o Riqq tradicional pode nos levar até eles através de seu som genuino.
Derbakke
Tabla árabe, Tabla Egípcia,Darbuka ou Derbakke
Considerado o principal instrumento da percussão árabe no âmbito tradicional. A Tabla Árabe é um instrumento que recebe muitas denominações. Além de Tabla Árabe, pode ser denomindada de Tabla Egípcia, Derbakke, Darbuka, Dumbek e outros. Se falarmos apenas em Tabla, estamos nos referindo ao instrumento de percussão da Índia. A Tabla Árabe é tocada na forma tradicional apoiada na perna esquerda ( destro) ou direita (canhoto). As Tablas Árabes tadicionais são confeccionadas em argila queimada com corpo revestido em madrepérola, com membrana em pele de peixe ou cabrito. Modernamente, as Tablas Árabes modernas são em corpo de alumínio fundido revestido em madrepérola ou vinil e pele de nylon. Sua afinação, no caso das tradicionais, se dá através do emprego de calor que, retirando a umidade da membrana, estica o couro. Já a afinação das Tabla Árabes modernas se dá através de 6 parafusos embutidos na borda superior do instrumento. Possuem em média um peso de 4 ou 5kg. No Brasil, Fuad Haidamus introduziu as primeiras Tablas Árabes, confeccionadas em argila e pele de cabrito.
Considerado o principal instrumento da percussão árabe no âmbito tradicional. A Tabla Árabe é um instrumento que recebe muitas denominações. Além de Tabla Árabe, pode ser denomindada de Tabla Egípcia, Derbakke, Darbuka, Dumbek e outros. Se falarmos apenas em Tabla, estamos nos referindo ao instrumento de percussão da Índia. A Tabla Árabe é tocada na forma tradicional apoiada na perna esquerda ( destro) ou direita (canhoto). As Tablas Árabes tadicionais são confeccionadas em argila queimada com corpo revestido em madrepérola, com membrana em pele de peixe ou cabrito. Modernamente, as Tablas Árabes modernas são em corpo de alumínio fundido revestido em madrepérola ou vinil e pele de nylon. Sua afinação, no caso das tradicionais, se dá através do emprego de calor que, retirando a umidade da membrana, estica o couro. Já a afinação das Tabla Árabes modernas se dá através de 6 parafusos embutidos na borda superior do instrumento. Possuem em média um peso de 4 ou 5kg. No Brasil, Fuad Haidamus introduziu as primeiras Tablas Árabes, confeccionadas em argila e pele de cabrito.
Instrumentos
Instrumentos de corda: alaúde, violino e cítara
Instrumentos de sopro: vários tipos de flautas. As mais usadas são o nay e o miguêz.
Instrumentos de percussão: doholla, snujs, dâff, reque, mazhar tablet, e o derbak.
Os instrumentos podem ser também classificados em percussivos, melódicos e harmônicos. A percussão é o lado instintivo e está ligada ao quadril; a melodia corresponde aos sentimentos e está ligada ao peito; e a harmonia, ao lado racional, correspondente à cabeça. É de responsabilidade da bailarina de dança do ventre saber interpretar cada instrumento no seu solo, mostrando assim a qualidade de cada instrumento.
Instrumentos de sopro: vários tipos de flautas. As mais usadas são o nay e o miguêz.
Instrumentos de percussão: doholla, snujs, dâff, reque, mazhar tablet, e o derbak.
Os instrumentos podem ser também classificados em percussivos, melódicos e harmônicos. A percussão é o lado instintivo e está ligada ao quadril; a melodia corresponde aos sentimentos e está ligada ao peito; e a harmonia, ao lado racional, correspondente à cabeça. É de responsabilidade da bailarina de dança do ventre saber interpretar cada instrumento no seu solo, mostrando assim a qualidade de cada instrumento.
Ritmos
Ayyub
É um ritmo 2/4 simples e rápido, usado para acelerar (ou "aquecer") uma performance.
Ele se encaixa bem com outros ritmos, e geralmente é utilizado para "acentuar" outro ritmo. Não é executado durante tempos muito longos, pois torna-se monótono.
Baladi
Este é um ritmo inserido no grupo dos derivados do Maqsum. Maqsum simples é a base de muitos ritmos e especialmente importante na música egípcia. Se você escuta música oriental com acopanhamento de percussão, certamente reconhece o tradicional DT-TD-D do Maqsum. O Baladi é uma versão folclórica do significado da terra, do campo e envolve no Egito um pouco de regionalismo Maqsum, caracterizado pelos familiares dois dums que lideram a frase. Este ritmo é muito típico aparecendo com frequência na música para Dança Oriental. O Dum duplo tende a submergir quando há acompanhamento melódico por isso, às vezes, pode não ser ouvido de imediato, então utiliza-se como base, uma versão simples de Maqsum. Existem inúmeras variações do Baladi, e algumas possuem seu próprio nome, como por exemplo o Masmoudi Saghir (Masmoudi "pela metade"). Alguns músicos afirmam que o Baladi é, na verdade, uma versão folclórica do Maqsoum.
D - D - t k t - D - t k t
Chiftitelli
Ritmo 8/4, que é executado lentamente (comparando-o ao Baladi, por exemplo). Originou-se provavelmente na Grécia ou na Turquia. Além de ser utilizado na Raks Charky, também é utilizado na Turquia, como dança de casais.
D - t k t - t - t k t - t - t k t - t k t - t k t
El Zaffa
Ritmo 4/4 egípcio utilizado em cerimônias de casamento. Dançarinos e músicos (tocando MAZHAR E DAFF) acompanham o casal de noivos, na entrada e na saída da cerimônia.
Fallahi
A palavra Fallahi significa algo criado por um Fallahin - fazendeiros egípcios, que utilizavam este ritmo 2/4 nas suas canções de celebração. Geralmente é tocado duas vezes mais rápido que o Maqsoum.
Karachi
Ritmo 2/4, rápido, amplamente utilizado no Egito e no norte da África (apesar de não ser um ritmo egípcio). Este não é um ritmo comum, porque ele começa com um TAK (que é uma batida aguda, diferente do DUM, que é uma batida grave).
Malfuf
Ritmo 2/4 egípcio bastante utilizado na Dança do Ventre, sobretudo nas entradas e saídas do palco.
Maqsoum
Maqsoum significa "cortado ao meio". É um ritmo 4/4 amplamente utilizado no Egito. Possui duas variações, uma rápida (normal) e uma lenta. Se tocado da forma mais lenta, torna-se uma variação de Masmoudi.
Masmoudi
Ritmo 8/4 egípcio. Possui duas partes, cada uma com 4 tempos. O Masmoudi Kebir (Kebir = grande) é também chamado "Masmoudi de Guerra", devido à sua cadência agressiva (ele se distingue do Masmoudi Saghir).
Saaid
Ritmo 4/4, originário de El Saaid, no Alto Egito (era chamada originalmente Raks Al Assaya). Ritmo utilizado para a Dança da Bengala (ou Dança do Bastão), muito praticada pelas mulheres egípcias (às vezes acompanhadas de homens, executando movimentos masculinos), onde são utilizadas bengalas ou longos bastões. Ela é uma referência a uma dança marcial masculina chamada Tahtib.
Samaai
Ritmo amplamente utilizado na música clássica egípcia. Possui uma sequência de três partes: uma com 3 tempos, uma com 4 tempos e uma com 3 tempos. Juntas, compõem um ritmo 10/8 utilizado nas composições chamadas Samaaiat.
Soudi
Ritmo utilizado para o Khalij (dança folclórica do Golfo Pérsico).
Taqsim
É uma improvisação que não possui ritmo ou estrutura definidos. Pode representar o solo de um determinado instrumentista dentro de uma composição, ou mesmo constituir a própria composição. É tocado sem instrumentos de percussão e frequentemente por um só instrumento. Tradicionalmente, é utilizado para fazer a parte lenta de uma música. O músico está livre para fazer o que quiser, favorecendo um momento especial de expressão pessoal.
Vals
Ritmo 3/4 utilizado na música egípcia e também na música ocidental.
Zaar
Ritmo 2/4. A dança egípcia Zaar é realizada para afastar maus espíritos. São feitas oferendas de caças, carneiros, cabras, novilhos ou camelos jovens, num tipo de ritual.
Solo de Percussão
Um solo reunindo variados ritmos árabes no qual, entre os instrumentos de percussão, destaca-se o Derbak
É um ritmo 2/4 simples e rápido, usado para acelerar (ou "aquecer") uma performance.
Ele se encaixa bem com outros ritmos, e geralmente é utilizado para "acentuar" outro ritmo. Não é executado durante tempos muito longos, pois torna-se monótono.
Baladi
Este é um ritmo inserido no grupo dos derivados do Maqsum. Maqsum simples é a base de muitos ritmos e especialmente importante na música egípcia. Se você escuta música oriental com acopanhamento de percussão, certamente reconhece o tradicional DT-TD-D do Maqsum. O Baladi é uma versão folclórica do significado da terra, do campo e envolve no Egito um pouco de regionalismo Maqsum, caracterizado pelos familiares dois dums que lideram a frase. Este ritmo é muito típico aparecendo com frequência na música para Dança Oriental. O Dum duplo tende a submergir quando há acompanhamento melódico por isso, às vezes, pode não ser ouvido de imediato, então utiliza-se como base, uma versão simples de Maqsum. Existem inúmeras variações do Baladi, e algumas possuem seu próprio nome, como por exemplo o Masmoudi Saghir (Masmoudi "pela metade"). Alguns músicos afirmam que o Baladi é, na verdade, uma versão folclórica do Maqsoum.
D - D - t k t - D - t k t
Chiftitelli
Ritmo 8/4, que é executado lentamente (comparando-o ao Baladi, por exemplo). Originou-se provavelmente na Grécia ou na Turquia. Além de ser utilizado na Raks Charky, também é utilizado na Turquia, como dança de casais.
D - t k t - t - t k t - t - t k t - t k t - t k t
El Zaffa
Ritmo 4/4 egípcio utilizado em cerimônias de casamento. Dançarinos e músicos (tocando MAZHAR E DAFF) acompanham o casal de noivos, na entrada e na saída da cerimônia.
Fallahi
A palavra Fallahi significa algo criado por um Fallahin - fazendeiros egípcios, que utilizavam este ritmo 2/4 nas suas canções de celebração. Geralmente é tocado duas vezes mais rápido que o Maqsoum.
Karachi
Ritmo 2/4, rápido, amplamente utilizado no Egito e no norte da África (apesar de não ser um ritmo egípcio). Este não é um ritmo comum, porque ele começa com um TAK (que é uma batida aguda, diferente do DUM, que é uma batida grave).
Malfuf
Ritmo 2/4 egípcio bastante utilizado na Dança do Ventre, sobretudo nas entradas e saídas do palco.
Maqsoum
Maqsoum significa "cortado ao meio". É um ritmo 4/4 amplamente utilizado no Egito. Possui duas variações, uma rápida (normal) e uma lenta. Se tocado da forma mais lenta, torna-se uma variação de Masmoudi.
Masmoudi
Ritmo 8/4 egípcio. Possui duas partes, cada uma com 4 tempos. O Masmoudi Kebir (Kebir = grande) é também chamado "Masmoudi de Guerra", devido à sua cadência agressiva (ele se distingue do Masmoudi Saghir).
Saaid
Ritmo 4/4, originário de El Saaid, no Alto Egito (era chamada originalmente Raks Al Assaya). Ritmo utilizado para a Dança da Bengala (ou Dança do Bastão), muito praticada pelas mulheres egípcias (às vezes acompanhadas de homens, executando movimentos masculinos), onde são utilizadas bengalas ou longos bastões. Ela é uma referência a uma dança marcial masculina chamada Tahtib.
Samaai
Ritmo amplamente utilizado na música clássica egípcia. Possui uma sequência de três partes: uma com 3 tempos, uma com 4 tempos e uma com 3 tempos. Juntas, compõem um ritmo 10/8 utilizado nas composições chamadas Samaaiat.
Soudi
Ritmo utilizado para o Khalij (dança folclórica do Golfo Pérsico).
Taqsim
É uma improvisação que não possui ritmo ou estrutura definidos. Pode representar o solo de um determinado instrumentista dentro de uma composição, ou mesmo constituir a própria composição. É tocado sem instrumentos de percussão e frequentemente por um só instrumento. Tradicionalmente, é utilizado para fazer a parte lenta de uma música. O músico está livre para fazer o que quiser, favorecendo um momento especial de expressão pessoal.
Vals
Ritmo 3/4 utilizado na música egípcia e também na música ocidental.
Zaar
Ritmo 2/4. A dança egípcia Zaar é realizada para afastar maus espíritos. São feitas oferendas de caças, carneiros, cabras, novilhos ou camelos jovens, num tipo de ritual.
Solo de Percussão
Um solo reunindo variados ritmos árabes no qual, entre os instrumentos de percussão, destaca-se o Derbak
Estilos da Dança
Dança da espada
Existem várias lendas para a origem da dança da espada. Uma delas diz que é uma dança em homenagem à deusa Neit, uma deusa guerreira. Ela simbolizava a destruição dos inimigos e a abertura dos caminhos. Uma outra, diz que na antigüidade as mulheres roubavam as espadas dos guardiões do rei para dançar, com o intuito de mostrar que a espada era muito mais útil na dança do que parada em suas cinturas ou fazendo mortos e feridos. Dançar com a espada permite equilíbrio e domínio interior das forças densas e agressivas. Uma terceira lenda conta que na época, quando um rei achava que tinha muitos escravos, dava a cada um uma espada para equilibrar na cabeça e dançar com ela. Assim, deveriam provar que tinham muitas habilidades. Do contrário, o rei mandaria matá-lo. O certo é que, nesta dança, a bailarina deve saber equilibrar com graça a espada na cabeça, no peito e na cintura. É importante também escolher a música certa, que deve transmitir um certo mistério. Jamais se dançaria um solo de Derbak com a espada.
Dança do punhal
Essa dança era uma reverência à deusa Selkis, a rainha dos escorpiões e representa a morte, a transformação e o sexo.
Dança do candelabro , do fogo e da vela
Este tipo de dança existe a muitos anos e fazia parte das celebrações de casamento e nascimento de crianças. É tradicionalmente apresentada na maioria dos casamentos egípcios, onde a dançarina conduz o cortejo do casamento levando um candelabro na cabeça. Desta maneira, ela procura iluminar o caminho do casal de noivos, como uma forma de trazer felicidade para eles.
Dança das taças
A dançarina exterioriza sua deusa interior, fazendo do seu corpo um veículo sagrado e ofertado. Utilizando o fogo das velas, que representam a vida.
Dança da serpente
Por ser um animal considerado sagrado e símbolo da sabedoria, antigamente as sacerdotisas dançavam com uma serpente de metal (muitas vezes de ouro). Atualmente vê-se algumas bailarinas dançando com cobra de verdade, mas isto deve ser visto apenas como um show de variedades, já que nem nos primórdios da dança o animal era utilizado.
Justamente por ser considerada sagrada, a serpente era apenas representada por adornos utilizados pelas bailarinas e pelo movimento de seu corpo.
Dança dos véus
Não se sabe ao certo como surgiu a dança com véus. Dizem que ela tem suas raízes na dança dos sete véus que é uma dança onde os véus representavam os sete chakras em equilíbrio e harmonia. A retirada e o cair de cada véu significavam o abrir dos olhos que desperta a consciência da mulher. O véu atualmente é um dos símbolos mais comuns da dança do ventre e são muitos os passos que o utilizam. Alguns são usados especialmente para emoldurar o rosto ou o corpo da dançarina, assim envolvendo-a em mistério e magia. Por ser transparente, tem o encanto de mostrar sem revelar.
Dança com snujs
Pequenos címbalos de metal, os snujs eram usados pelas sacerdotisas para energizar, trazer vibrações positivas e retirar os maus fluidos do ambiente, além de servir para acompanhar o ritmo da música.
Dança com pandeiro
Era sempre feita com o sentido da comemoração, da alegria e da festa. Assim como os snujs, acompanha-se seu som com o ritmo da música.
Dança do bastão
Há uma dança masculina originária de Said, região do Alto Egito, chamada Tahtib. Nela são usados longos bastões chamados Shoumas. Estes bastões eram usados pelos homens para caminhar e para se defender. Note que Said também é o nome do ritmo originário desta região. As mulheres costumam apresentar-se utilizando um bastão leve ou uma bengala, imitando-os, porém com movimentos mais femininos. Elas apresentam-se ao som do ritmo Said original, ou mesmo do Baladi ou do Maqsoum. Durante a dança, a mulher apresenta toda a sua habilidade, equilíbio e charme. Costuma-se chamar esta dança feminina de Raks El Assaya (Dança de Said). A Raks El Assaya foi introduzida nos grandes espetáculos de Dança do Ventre pelo coreógrafo Mahmoud Reda. Fifi Abdo teria sido a primeira grande dançarina a apresentar performances com a bengala. Porém ela se apresentava com roupas masculinas.
O Zaar
É uma dança de êxtase, praticada no norte da África e no Oriente Médio, não aceita pelo Islamismo. Ele é melhor descrito como sendo uma "cerimônia de cura", na qual utiliza-se percussão e dança. Funciona também como uma forma de compartilhar conhecimento e solidariedade entre as mulheres destas culturas patriarcais. No Zaar, a maior parte dos líderes e dos participantes são mulheres. Muitos estudiosos têm notado que, embora a maioria dos espíritos transmissores sejam masculinos, as "receptoras" geralmente são mulheres. Isto não significa que os homens não participem das cerimônias Zaar; ele podem ajudar na percussão, no sacrifício de animais, ou fazer as oferendas. De fato, em algumas culturas praticantes do Zaar, são observadas tendências em se inserir uma participação masculina maior, nas quais ele, mais do que cooperador, busca tornar-se o líder. Atualmente ocorre uma proliferação de grupos de culto no Sudão, além de uma diversificação nos tipos de Zaar.
O Khalij
É uma dança feminina saudita também conhecida como Raks El Nacha´at. Seu propósito é permitir à mulher exibir seu cabelo, seus passos graciosos, e seu vestido ricamente bordado, usado exclusivamente nesta dança, a qual é usualmente executada em casamentos
Existem várias lendas para a origem da dança da espada. Uma delas diz que é uma dança em homenagem à deusa Neit, uma deusa guerreira. Ela simbolizava a destruição dos inimigos e a abertura dos caminhos. Uma outra, diz que na antigüidade as mulheres roubavam as espadas dos guardiões do rei para dançar, com o intuito de mostrar que a espada era muito mais útil na dança do que parada em suas cinturas ou fazendo mortos e feridos. Dançar com a espada permite equilíbrio e domínio interior das forças densas e agressivas. Uma terceira lenda conta que na época, quando um rei achava que tinha muitos escravos, dava a cada um uma espada para equilibrar na cabeça e dançar com ela. Assim, deveriam provar que tinham muitas habilidades. Do contrário, o rei mandaria matá-lo. O certo é que, nesta dança, a bailarina deve saber equilibrar com graça a espada na cabeça, no peito e na cintura. É importante também escolher a música certa, que deve transmitir um certo mistério. Jamais se dançaria um solo de Derbak com a espada.
Dança do punhal
Essa dança era uma reverência à deusa Selkis, a rainha dos escorpiões e representa a morte, a transformação e o sexo.
Dança do candelabro , do fogo e da vela
Este tipo de dança existe a muitos anos e fazia parte das celebrações de casamento e nascimento de crianças. É tradicionalmente apresentada na maioria dos casamentos egípcios, onde a dançarina conduz o cortejo do casamento levando um candelabro na cabeça. Desta maneira, ela procura iluminar o caminho do casal de noivos, como uma forma de trazer felicidade para eles.
Dança das taças
A dançarina exterioriza sua deusa interior, fazendo do seu corpo um veículo sagrado e ofertado. Utilizando o fogo das velas, que representam a vida.
Dança da serpente
Por ser um animal considerado sagrado e símbolo da sabedoria, antigamente as sacerdotisas dançavam com uma serpente de metal (muitas vezes de ouro). Atualmente vê-se algumas bailarinas dançando com cobra de verdade, mas isto deve ser visto apenas como um show de variedades, já que nem nos primórdios da dança o animal era utilizado.
Justamente por ser considerada sagrada, a serpente era apenas representada por adornos utilizados pelas bailarinas e pelo movimento de seu corpo.
Dança dos véus
Não se sabe ao certo como surgiu a dança com véus. Dizem que ela tem suas raízes na dança dos sete véus que é uma dança onde os véus representavam os sete chakras em equilíbrio e harmonia. A retirada e o cair de cada véu significavam o abrir dos olhos que desperta a consciência da mulher. O véu atualmente é um dos símbolos mais comuns da dança do ventre e são muitos os passos que o utilizam. Alguns são usados especialmente para emoldurar o rosto ou o corpo da dançarina, assim envolvendo-a em mistério e magia. Por ser transparente, tem o encanto de mostrar sem revelar.
Dança com snujs
Pequenos címbalos de metal, os snujs eram usados pelas sacerdotisas para energizar, trazer vibrações positivas e retirar os maus fluidos do ambiente, além de servir para acompanhar o ritmo da música.
Dança com pandeiro
Era sempre feita com o sentido da comemoração, da alegria e da festa. Assim como os snujs, acompanha-se seu som com o ritmo da música.
Dança do bastão
Há uma dança masculina originária de Said, região do Alto Egito, chamada Tahtib. Nela são usados longos bastões chamados Shoumas. Estes bastões eram usados pelos homens para caminhar e para se defender. Note que Said também é o nome do ritmo originário desta região. As mulheres costumam apresentar-se utilizando um bastão leve ou uma bengala, imitando-os, porém com movimentos mais femininos. Elas apresentam-se ao som do ritmo Said original, ou mesmo do Baladi ou do Maqsoum. Durante a dança, a mulher apresenta toda a sua habilidade, equilíbio e charme. Costuma-se chamar esta dança feminina de Raks El Assaya (Dança de Said). A Raks El Assaya foi introduzida nos grandes espetáculos de Dança do Ventre pelo coreógrafo Mahmoud Reda. Fifi Abdo teria sido a primeira grande dançarina a apresentar performances com a bengala. Porém ela se apresentava com roupas masculinas.
O Zaar
É uma dança de êxtase, praticada no norte da África e no Oriente Médio, não aceita pelo Islamismo. Ele é melhor descrito como sendo uma "cerimônia de cura", na qual utiliza-se percussão e dança. Funciona também como uma forma de compartilhar conhecimento e solidariedade entre as mulheres destas culturas patriarcais. No Zaar, a maior parte dos líderes e dos participantes são mulheres. Muitos estudiosos têm notado que, embora a maioria dos espíritos transmissores sejam masculinos, as "receptoras" geralmente são mulheres. Isto não significa que os homens não participem das cerimônias Zaar; ele podem ajudar na percussão, no sacrifício de animais, ou fazer as oferendas. De fato, em algumas culturas praticantes do Zaar, são observadas tendências em se inserir uma participação masculina maior, nas quais ele, mais do que cooperador, busca tornar-se o líder. Atualmente ocorre uma proliferação de grupos de culto no Sudão, além de uma diversificação nos tipos de Zaar.
O Khalij
É uma dança feminina saudita também conhecida como Raks El Nacha´at. Seu propósito é permitir à mulher exibir seu cabelo, seus passos graciosos, e seu vestido ricamente bordado, usado exclusivamente nesta dança, a qual é usualmente executada em casamentos
Danças e Rituais
Dança dos Sete Véus
A bailarina começa a dança com sete véus amarrados no corpo, cada um de uma cor, correspondendo aos sete chakras. À medida que a bailarina dança, os véus vão sendo desamarrados um a um representando a abertura de cada chakra, a começar pelo chakra básico ou sexual e terminando no chakra coronário. Originalmente a dança dos Sete Véus, por ser ritual, era dançada vestindo-se apenas os véus. Porém atualmente se usa por baixo uma roupa comum de dança do ventre, de preferência branca ou lilás, simbolizando a transmutação.
Dança dos Cinco Elementos
É uma dança de devoção. Os cinco elementos são a água , a terra, o fogo, o ar e o éter. Cada um destes elementos tem movimentos específicos na dança que o simbolizam.
De modo geral, o ar é dançado com os movimentos de véus; a água recebe ondulações de mãos, o movimento da sereia, o parto; a terra vem com o movimento de representação do crescimento de uma árvore; o fogo é representado por movimentos de serpente e ondulatórios de quadril, simbolizando a subida da kundaline, energia sexual; e o éter tem seu simbolismo no camelo, escolhido por passar longos períodos sem água ou alimentação em condições adversas, como se sua força viesse de uma fonte de energia não material.
A bailarina começa a dança com sete véus amarrados no corpo, cada um de uma cor, correspondendo aos sete chakras. À medida que a bailarina dança, os véus vão sendo desamarrados um a um representando a abertura de cada chakra, a começar pelo chakra básico ou sexual e terminando no chakra coronário. Originalmente a dança dos Sete Véus, por ser ritual, era dançada vestindo-se apenas os véus. Porém atualmente se usa por baixo uma roupa comum de dança do ventre, de preferência branca ou lilás, simbolizando a transmutação.
Dança dos Cinco Elementos
É uma dança de devoção. Os cinco elementos são a água , a terra, o fogo, o ar e o éter. Cada um destes elementos tem movimentos específicos na dança que o simbolizam.
De modo geral, o ar é dançado com os movimentos de véus; a água recebe ondulações de mãos, o movimento da sereia, o parto; a terra vem com o movimento de representação do crescimento de uma árvore; o fogo é representado por movimentos de serpente e ondulatórios de quadril, simbolizando a subida da kundaline, energia sexual; e o éter tem seu simbolismo no camelo, escolhido por passar longos períodos sem água ou alimentação em condições adversas, como se sua força viesse de uma fonte de energia não material.
Snujs
O snuj é formado de quatro peças de metal tipo castanholas. São também conhecidos como finger, címbalos e sagat.
O snuj é um instrumento muito antigo. Tem mais ou menos 3000 anos e era usado pelas sacerdotisas. Atualmente pode ser usado tanto pela bailarina que faz um solo como por um músico que a acompanha com seu conjunto.
Existem vários tipos de snujs. Grandes, pequenos, altos e baixos. Os baixos são considerados os melhores e fixam melhor nos dedos. Hoje, no Brasil, existem snujs com duas entradas para elástico que dão mais firmeza e permitem toques mais rápidos.
Os snujs são tocados nas pontas dos dedos, com o elástico colocado na base da unha. Este instrumento requer muita prática e habilidade, principalmente quando a bailarina se propõe a tocar enquanto dança, e deve ser batido delicada mas rapidamente, para que o som saia claro e limpo.
O snuj é um instrumento muito antigo. Tem mais ou menos 3000 anos e era usado pelas sacerdotisas. Atualmente pode ser usado tanto pela bailarina que faz um solo como por um músico que a acompanha com seu conjunto.
Existem vários tipos de snujs. Grandes, pequenos, altos e baixos. Os baixos são considerados os melhores e fixam melhor nos dedos. Hoje, no Brasil, existem snujs com duas entradas para elástico que dão mais firmeza e permitem toques mais rápidos.
Os snujs são tocados nas pontas dos dedos, com o elástico colocado na base da unha. Este instrumento requer muita prática e habilidade, principalmente quando a bailarina se propõe a tocar enquanto dança, e deve ser batido delicada mas rapidamente, para que o som saia claro e limpo.
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